O Investidor de Bom Senso: 11 Principais Lições e Resumo

investidor de bom senso

Título

Investidor de Bom Senso

Autor

John Bogle

Editora

Sextante

Ano

2020

Páginas

240

Nota

★★★★★

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Investir de maneira inteligente e com bom senso pode parecer uma tarefa difícil, mas com o livro Investidor de Bom Senso, você aprenderá a fazer bons investimentos sem se preocupar com a volatilidade do mercado

 O livro ensina como evitar os erros comuns de investimento e aproveitar o poder dos fundos de índice. Descubra a fórmula que muitos investidores usam para chegar na independência financeira! Você pode comprar o livro clicando aqui.

Qual é a Sinopse de Investidor de Bom Senso?

Segundo ele, ao invés de investir em fundos ativamente gerenciados, o investidor pode buscar investir em Exchange Traded Funds (ETFs).

Ao evitar tentar prever as flutuações de curto prazo do mercado, Bogle enfatizava a importância de uma abordagem de investimento tranquila e disciplinada.

Nesse livro, Bogle argumenta que a maioria dos investidores, principalmente os que não são do mercado financeiro, deveriam investir no mercado de capitais de forma passiva, como é o caso dos investidores em ETF. Assim, eles ocupariam menos tempo com investimentos e ganhariam mais do que a maioria dos gestores profissionais.

Ou seja: Bogle argumenta que a forma passiva de investimento é mais vantajosa para a maioria dos investidores. Você pode comprar o livro clicando aqui.

Quem foi John Bogle?

John Bogle foi um investidor e filantropo americano, mais conhecido como o fundador do The Vanguard Group.

John Bogle foi o fundador do The Vanguard Group e criou o primeiro fundo mútuo de índice em 1975. Ele defendia o investimento de longo prazo e a escolha de fundos de baixo custo para a construção de patrimônio. Seu livro “Investidor de Bom Senso” tornou-se um best-seller e ele foi nomeado um dos quatro gigantes dos investimentos do século 20.

Ele criou o primeiro fundo mútuo de índice em 1975, que foi projetado para imitar o desempenho do índice e obter retornos mais altos com custos mais baixos do que os fundos administrados ativamente.

A filosofia de investimento de Bogle enfatizava o investimento de longo prazo sobre a especulação de curto prazo, e ele defendia uma abordagem simples e de bom senso para investir.

Ele acreditava que escolher fundos mútuos gerenciados ativamente era uma tarefa tola e que os fundos de índice eram superiores aos fundos mútuos tradicionais.

Bogle defende a seleção de fundos de baixo custo que possuam gestão passiva para a construção de patrimônio no longo prazo.

O livro de Bogle ‘’Investidor de Bom Sendo” tornou-se um best-seller e é considerado um clássico na comunidade de investimentos.

Ele foi nomeado um dos quatro gigantes do investimento do século 20 pela revista Fortune.

Qual é o Resumo de Investidor de Bom Senso?

A proposta do livro é simples: investir em fundos de gestão passiva e não precisar se preocupar em cuidar do portfólio.

O livro discute sobre as desvantagens de investir em fundos de gestão ativa, que apesar de terem desempenhado bem no passado, não garantem o sucesso futuro. Em vez disso, o autor recomenda investir na maioria do dinheiro em fundos de índice, que são menos caros, de baixo risco e tendem a ter retornos semelhantes ao mercado de ações. Escolha o fundo de índice mais barato disponível para manter as coisas simples.

O livro começa descrevendo o fato de que muitos fundos de investimento administrados ativamente não têm sucesso no longo prazo.

Isso ocorre porque o mercado de ações é tão volátil que o que funciona em um ano pode não funcionar no próximo.

A lição é que, em vez de investir em fundos administrados ativamente, o melhor é investir em fundos de índice.

Esses fundos são uma forma passiva de investimento, pois seguem a composição de um índice como o Dow Jones, sem gerência ativa.

Como não há gestão, as taxas são quase inexistentes (geralmente menos de 1% ao ano). A escolha do fundo de índice mais adequado é simples: basta escolher o fundo mais barato disponível.

Além disso, ao longo do tempo, mesmo pequenas taxas podem acumular, então é importante escolher o fundo com a estrutura de custos mais baixa possível. Você pode comprar o livro clicando aqui.

Qual é a Resenha de Investidor de Bom Senso?

O livro Investidor de Bom Senso é escrito pelo criador do fundo de índice, John Bogle.

O livro Invetidor de Bom Senso tem a primeira parte dedicada a explicar as perdas de investidores em fundos ativamente gerenciados. A parte final do livro apresenta dicas valiosas sobre como montar e personalizar um portfólio de investimentos. Recomendado para iniciantes nos fundos de índice, mas pode ser cansativo para aqueles familiarizados.

A primeira parte do livro apresenta o cálculo das perdas dos investidores em fundos ativamente gerenciados devido a taxas, impostos e outros fatores.

A segunda parte destaca como esses fundos frequentemente não conseguem alcançar os retornos dos índices.

No entanto, na parte final do livro, Bogle fornece sabedoria valiosa sobre como montar e personalizar seu portfólio de investimentos.

Em geral, é uma boa leitura para aqueles iniciantes nos fundos de índice, mas pode parecer uma grande publicidade para aqueles já familiarizados com o assunto.

Além deste livro, existem várias outras obras de finanças interessantes para ler. Veja aqui outros resumos de livros sobre finanças e investimentos.

Principais Lições de Investidor de Bom Senso

Separei algumas lições do livro para você:

1. ETFs podem ser uma boa forma de investir

ETFs são formas de se investir passivamente. Ao investir em um ETF, você replica determinado índice amplo.

Por exemplo: índices gerais da economia de um país (S&P500 ou Dow Jones) ou índices setoriais (FTSE Nareit, que replica o setor de empresas voltadas para o setor de imóveis) podem ser investidos através de ETFs.

Além disso, os ETFs possuem um custo quase insignificante de taxa de administração, chegando a 0,1% ao ano em alguns casos. Em comparação, fundos ativos cobram 1% ou mais para cuidar de seu dinheiro.

Por fim, investir em ETFs evita com que você mexa muito em sua carteira e perca dinheiro com taxas e impostos, o que torna esse investimento ainda mais atrativo.

E para saber mais sobre os melhores ETFs americanos, leia nossa lista aqui.

2. A gestão passiva é melhor do que a ativa

O autor argumenta que é muito mais fácil ter retornos consistentes investindo em ETFs do que comprando e vendendo ativos, pois, no longo prazo, investidores ativos perdem para o índice.

Bogle defende a gestão passiva, ao invés da ativa, porque é mais fácil obter retornos consistentes e porque as taxas de administração são baixas. Investir em ETFs ao invés de fundos de gestão ativa ou escolher suas próprias ações resultará em menos dinheiro perdido em taxas.

Ou seja: ao invés de tentar superar o mercado investindo em fundos de gestão ativa, que compram e vendem ações e buscam altos rendimentos, você pode ocupar 10 minutos por mês e ter mais rendimentos.

Além disso, através da gestão ativa, dois problemas ocorrem:

Em primeiro lugar, você paga taxas de corretagem e impostos sobre o ganho de capital caso venda seus ativos. Ou seja: quanto mais você compra e vende, mais dinheiro você perde em taxas.

Além disso, se você investir em fundos de gestão ativa, precisará pagar altas taxas de administração e uma porcentagem sobre o lucro, de forma que seu lucro é diminuído. Já nos ETFs, as taxas de administração são baixíssimas (especialmente nos EUA).

Portanto, o autor diz que o investidor comum se beneficia muito ao investir apenas em fundos passivos (ETFs) ao invés de fazer stock picking (escolher suas próprias ações) ou investir em fundos de gestão ativa.

3. Não vale a pena especular na bolsa

No livro, John Bogle mostra que, dos 9% anuais que a bolsa americana cresce em média, apenas 0,5% é proveniente de compras feitas em momentos oportunos, como notícias alarmantes que diminuem o preço dos ativos.

Por outro lado, ele mostra que a maioria do crescimento dessas empresas é proveniente do aumento dos lucros das empresas, de sua distribuição de dividendos e de sua recompra de ações. Ou seja: o preço segue o lucro da ação.

Assim, se você comprar e vender ações para ganhar esses 0,5% a mais ao aproveitar oportunidades, as chances são de que você perca dinheiro por causa das taxas de compra e venda de ativos.

Ou seja: vale muito mais a pena comprar e segurar seus ativos por longos períodos de tempo.

Assim, no curto prazo, as especulações exercem influência. No entanto, no longo prazo, quem manda é o lucro das empresas.

Portanto, vale mais a pena investir todos os meses, comprando na alta e na baixa, como um investidor de bom senso, ao invés de “aproveitar oportunidades”.

4. A administração de fundos diminui a rentabilidade

Segundo livro, em um período de 15 anos, mais de 90% dos fundos ativos perde para seus índices de referência.

De fato: alguns podem se perguntar como o mercado de fundos é tão popular se é tão fácil ganhar dinheiro investindo em ETFs.

Assim, ele mostra que os fundos ativos geram fortunas através da administração e intermediação de ativos. Por isso, o investimento ativo é tão divulgado.

Ele cita um exemplo: 10 mil dólares investidos com taxa de 7% ao ano em 50 anos tornam-se 294 mil.

Enquanto isso, esse valor investido com esse rendimento, porém com 2% de administração ao ano, resulta em 114,7 mil. Ou seja: mais da metade do resultado é comido pelas taxas.

Além disso, mesmo fundos que rendem menos do que o índice acabam rendendo ainda menos quando são consideradas as taxas.

Portanto, ainda que você escolha fundos ativos, procure aqueles com taxas menores, pois assim menores porções do seu lucro serão pagas como administração.

Por fim, se você comprar passivamente e for um investidor de bom senso, evitará comportamentos de manada, o que faz com que seu lucro total aumente no longo prazo.

5. As emoções podem atrapalhar nos investimentos

O autor do livro diz que, em mais de 60 anos trabalhando na área, ainda não consegue fazer esse tipo de operação de compra na baixa e venda na alta.

Isso ocorre porque somos humanos e não conseguimos seguir à risca tudo aquilo que aprendemos, como mostra o livro Rápido e Devagar (leia um resumo aqui).

o que muitos acabam fazendo é vender na baixa e comprar na alta, invertendo a lógica.

Assim, John Bogle recomenda que devemos ignorar as emoções de curto prazo, pois investidores ficam eufóricos com determinadas ações.

Portanto, devemos combater o medo de perder oportunidades (fear of missing out, FOMO, em inglês) e focar em nossos aportes constantes.

De fato: o próprio Warren Buffet, ao criar um fundo para o dinheiro de sua esposa, orientou que a maioria dos investimentos fossem em um ETF de baixo custo que replicasse a economia americana (o S&P500).

6. É importante diversificar entre várias classes de ativos

De fato: o autor de O Investidor de bom senso não diz que devemos apensar investir em ações da bolsa de valores, mas também adquirir fundos passivos atrelados à renda fixa, como títulos de dívida.

Assim, diversificamos nossas operações e minimizamos nossos riscos. O Thiago Nigro também defende a diversificação seguindo o modelo ARCA. Saiba como fazer lendo um resumo do seu livro Do Mil ao Milhão aqui.

Eu vejo que isso é especialmente útil para aqueles que não têm experiência e podem ficar preocupados a ver seus ativos perderem valor.

Ainda que eu não seja investidor profissional e não esteja indicando nada pra ninguém, confesso que fico em paz quando vejo meu dinheiro em caixa.

Aqui no Brasil, existem opções como contas de bancos digitais que rendem 100% do CDI e o tesouro Selic, ativos que acompanham a inflação e mantêm o seu valor.

No entanto, muitos especialistas recomendam que você fuja da poupança, ou seu dinheiro se desvalorizará com o tempo.

7. Os investimentos devem mudar com a idade

Segundo o autor do livro, sim: quando somos mais novos, ele diz que nosso capital deve ter maior alocação em ações e menor alocação em renda fixa.

Isso ocorre porque temos maiores chances de valorização e, com isso, nosso patrimônio será maior ao longo do tempo.

Por outro lado, quando vamos ficando mais velhos, uma menor volatilidade e estabilidade em nosso patrimônio tende a ser mais benéfico do que o potencial de valorização, pois faremos uso daquele dinheiro.

Sendo assim, ele é a favor que, conforme formos envelhecendo, nosso percentual aplicado em renda fixa vá aumentando.

Também é importante combinar isso com o marido ou esposa, como ensina o livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (leia umr esumo aqui).

8. É muito difícil escolher os melhores fundos ativos

Ainda, Bogle mostra que é muito difícil escolher aqueles fundos de ações que serão os vencedores nos próximos anos.

Por exemplo: dos 355 fundos que existiam em 1970, 80% encerrou suas atividades e apenas dois deles conseguiram distribuir lucros consistentes. Ou seja, é como achar uma agulha no palheiro.

O problema é que é  fácil olhar para trás e identificar aqueles que venceram. No entanto, os vencedores de antes dificilmente vão repetir seus feitos, já que tendem a voltar para a média.

O autor alerta sobre fundos badalados, que geram altos retornos por um período e caem nas graças dos investidores.

No entanto, com o tempo, ele volta aos seus rendimentos convencionais e, no longo prazo, perde para o índice.

Por exemplo: John Bogle cita um fundo criado na bolha pontocom que gerou altos rendimentos, mas, depois do estouro da bolha, derreteu os rendimentos de seus acionistas, chegando a 86% de prejuízo.

E é por isso que Bogle se mantém firme em sua opção pelos ETFs.

9. Um ETF do S&P 500 é o suficiente para a maioria das pessoas

O autor sugere que o investidor de bom senso escolha um fundo passivo que replique a economia do país (em seu caso, o S&P500) e que possua baixas taxas.

De fato: se existem dois fundos com a mesma estratégia, o mais lógico a se fazer é adquirir o que custa menos – o que se reflete em menores taxas de administração.

No entanto, vale lembrar que John Bogle é americano, e o mercado americano possui muito mais opções de ETFs do que no Brasil.

Ainda que o Brasil esteja melhorando nesse quesito e seja possível comprar ETFs americanos na bolsa brasileira, muitas pessoas consideram investir diretamente no exterior.

10. ETFs temáticos podem ser perigosos

O mercado dedica-se a explicar sobre os ETFs temáticos: fundos passivos que replicam determinados setores da economia, como fundos de tecnologia ou do setor bancário, por exemplo.

Além disso, esses ETFs podem ser formados por ações que cumprem determinados requisitos (como empresas que recompram suas ações, que possuem um bom relacionamento com o cliente e outros).

Entretanto, Bogle diz que, ainda que fundos desse tipo possam render mais do que o índice geral por algum tempo, com o tempo, eles voltam à média.

Por exemplo: não é segredo pra ninguém que as empresas de tecnologia estão se destacando. No entanto, não sabemos se essa lógica vai continuar sempre, e a intenção aqui é manter os investimentos simples.

11. Investir em ETFs é válido para qualquer país

Ainda, uma dúvida muito comum é se fundos de índice são estratégias viáveis para países com mercado menos estáveis, como é o caso do Brasil e outros países emergentes.

De fato: o livro mostra estudos que comprovam que essa estratégia funciona em todo lugar em que foi implementada, pois, no longo prazo, a lógica de qualquer mercado é a mesma: regressão à média e lucro acompanhando cotação.

Pontos Negativos de Investidor de Bom Senso

O livro também tem defeitos. Veja alguns:

1. Cansativo para os mais experientes

Pode ser cansativo para aqueles familiarizados com o assunto. É realmente um livro mais introdutório, apesar de fenomenal.

2. Focado somente em fundos de índice.

O livro foca apenas em fundos de índice e não considera outras possibilidades de dividendos. Isso não é o problema para o leitor comum, mas aqueles que preferem fazer stock picking podem se incomodar.

3. Possível conflito de interesses

Pode parecer uma grande publicidade para aqueles já familiarizados com a história de John Bogle – afinal, ele é o craidor de uma das maiores empresas de ETFs do planeta.

No entanto, essa crítica pode ser rebatida facilmente por um ponto: ele não recomenda fundos temáticos, algo que a Vanguard oferece. Isso significa que ele é honesto o suficiente para condenar uma prática usada por sua própria empresa.

Pontos Positivos de Investidor de Bom Senso

O livro tem vários pontos positivos, como:

1. Usa uma estratégia realista

O livro defende a estratégia de investimento passivo, baseada em investir em ETFs, como uma forma de obter retornos consistentes sem gastar muito tempo e dinheiro com taxas e impostos. Você pode comprar o livro clicando aqui.

2. Skin in the game

O autor, John Bogle, é um especialista no mercado financeiro e é considerado um dos gigantes dos investimentos do século 20. Além disso, ele mesmo usa os fundos passivos para alocar capital.

3. Mostra investimentos acessíveis

Investir em ETFs possui taxas de administração muito baixas em comparação à gestão ativa, o que torna esse tipo de investimento mais atrativo, além de serem fáceis de investir com pouco tempo. Veja aqui outras vantagens dos ETFs.

4. Baseado em dados

O livro apresenta estatísticas importantes, como o fato de que a gestão passiva vence a ativa na grande maioria dos casos – mesmo quando falamos de gestores profissionais.

Além disso, ele mostra estudos que sugerem que a maioria do crescimento das empresas listadas na bolsa não é proveniente de especulação, mas sim do crescimento geral da economia e da empresa.

Vale a Pena ler O Investidor de Bom Senso?

Diante de tudo isso, será que é válido ler o livro ou não?

Vale a pena ler O Investidor de Bom Senso. O livro tem vários gráficos e estudos detalhados para confirmar seus argumentos, mostrando que o que o autor fala é verdade. Além disso, sua linguagem é simples e mesmo quem não trabalha com investimentos pode entender perfeitamente.

Assim, se você é uma pessoa comum que não quer ter trabalho e, mesmo assim, quer fazer seu dinheiro render com o tempo, esse livro é obrigatório.

Ainda que você se interesse por investimentos – ou até trabalhe com isso –, essa leitura é fundamental para entender o funcionamento do mercado financeiro.

Sendo assim, vale a pena ler O Investidor de Bom Senso.

Se você quer comprar O Investidor de Bom Sendo, clique aqui para conferir o preço do livro na Amazon.

E se você decidir comprar o livro através desse link, você me ajuda a manter o meu blog de pé!

John Bogle: criador do mercado de ETFs e Mutual Funds

John Bogle teve uma relação profunda com os mutual funds e ETFs (Exchange-Traded Funds).

Como fundador da Vanguard Group, John Bogle foi pioneiro no desenvolvimento e popularização dos mutual funds de baixo custo, que permitiam aos investidores diversificar seus portfólios de forma acessível. A Vanguard também foi o responsável por criar diversos ETFs de baixo custo para os investidores.

Ele reconheceu a eficiência e conveniência dos ETFs, que ofereciam liquidez intraday e baixos custos de transação.

través de seus esforços, Bogle promoveu uma revolução no mercado de investimentos, tornando esses veículos acessíveis e benéficos para investidores de todos os perfis.

A estratégia de gestão passiva de John Bogle

A estratégia de investimentos de John Bogle, conhecida como investimento em fundos de índice ou indexação passiva, foi baseada em princípios simples, porém poderosos.

John Bogle acreditava que a maioria dos gestores de fundos ativos não conseguia superar consistentemente o desempenho do mercado, e que a melhor abordagem era replicar o desempenho de um índice amplo.

Ele defendia a diversificação através da posse de um portfólio de ações de empresas representativas do mercado como um todo, minimizando custos e maximizando retornos a longo prazo.

Sua estratégia enfatizava a importância de investir com disciplina, paciência e a longo prazo, com o objetivo de obter crescimento consistente e evitar os riscos da especulação e do timing do mercado.

A estratégia de longo prazo de John Bogle

Sua estratégia visava maximizar os retornos líquidos dos investidores e reduzir o impacto emocional do investimento.

A estratégia de longo prazo de John Bogle era baseada na crença de que investir pacientemente ao longo do tempo leva a resultados consistentes e sólidos. Para ele, uma carteira diversificada e focada no longo prazo permite que os investidores se beneficiem do crescimento do capital, redução de custos e do poder dos juros compostos.

Ao evitar tentar prever as flutuações de curto prazo do mercado, Bogle enfatizava a importância de uma abordagem de investimento tranquila e disciplinada.

Criação do Vanguard Group

Bogle foi o arquiteto da filosofia de investimento da Vanguard, enfatizando a indexação passiva e a gestão de baixo custo. 

A Vanguard é uma das maiores e mais renomadas empresas de gestão de investimentos do mundo. Sua relação com John Bogle é inextricável, já que ele foi o fundador da Vanguard Group em 1974.

Sua visão transformadora levou ao lançamento do primeiro fundo de índice da Vanguard, o Vanguard 500 Index Fund.

Ao longo dos anos, a Vanguard continuou a expandir sua oferta de fundos indexados e construiu uma reputação como líder em gestão de ativos.

A empresa mantém-se fiel aos princípios de Bogle, proporcionando soluções de investimento acessíveis e orientadas para o longo prazo aos seus clientes.

O Portfólio de 3 ETFs baseado em John Bogle

A estratégia de três ETFs baseia-se nos mesmos princípios de John Bogle para um investimento passivo.

Essa estratégia busca construir uma carteira diversificada com base em classes de ativos básicas: um ETF de índice de ações domésticas, um ETF de índice de ações internacionais e um ETF de índice de títulos de renda fixa.

Defensores dessa estratégia alegam que ela possui diversas vantagens, como ampla diversificação em mulheres de valores mobiliários em todo o mundo, baixo custo e eficiência tributária.

Além disso, essa estratégia é simples de implementar e tem um desempenho matematicamente superior à maioria dos investidores.

Importância de John Bogle

A filosofia de investimento de John Bogle ajudou milhões de pessoas a alcançar retornos consistentes e a longo prazo.

John Bogle foi um pioneiro e visionário no mercado financeiro, sendo o fundador da Vanguard Group e criador dos primeiros fundos de índice. Sua contribuição revolucionou a indústria ao introduzir uma abordagem de investimento de baixo custo e passiva, baseada na diversificação e no acompanhamento de índices de mercado.

Bogle defendeu fervorosamente os interesses dos investidores, promovendo transparência, simplicidade e responsabilidade na gestão de recursos.

O legado de John Bogle continua a influenciar o mercado financeiro, destacando a importância do investimento inteligente e acessível.

Vítor Costa

Doutor em Química pela UFRJ. Copywriter e redator de conteúdo especializado em finanças e negócios. Dono da Casa do Estudo e do Podcast do Vítor. Amante de filosofia, literatura e psicologia.